Epilepsia e convulsão são a mesma coisa?
A epilepsia, cujo Dia Internacional acontece sempre na segunda segunda-feira do mês de fevereiro, afeta muitas pessoas, mas ainda é cercada por muitos mitos. Inclusive, muitos a confundem com convulsão, um sintoma que pode sim ser causado por crises epilépticas.
Se você quer saber mais sobre a epilepsia e como ela se diferencia de uma convulsão, continue lendo este texto, que com a ajuda da Dra. Heloísa Martins Guimarães, neurologista credenciada Medical, vamos te explicar.
Qual é a diferença entre convulsão e epilepsia?
A epilepsia é uma condição neurológica que provoca movimentos elétricos anormais, que podem causar crises tanto motoras, quanto não motoras. Já a convulsão é causada por uma descarga elétrica anormal no cérebro, que provoca contrações musculares involuntárias, causando movimentos desordenados e em muitos casos, a perda de consciência.
A convulsão é a forma mais intensa de um ataque epilético, mas dito isso, nem toda convulsão está relacionada com a epilepsia. Convulsões podem ser causados por diversos fatores e condições isoladas, além da epilepsia.
Quais são os sintomas da epilepsia?
A Dra. Heloísa Martins Guimarães, listou os principais sintomas que a epilepsia pode causar, sendo eles divididos em dois grupos:
- Motores: movimentos repetitivos involuntários.
- Não motores: sessões de déjà-vu, cheiros estranhos, parada de comportamento e olhar fixo.
Segundo a Dra., alguns desses sintomas podem preceder as convulsões, como o olhar parado, sentir cheiros diferentes e flashes visuais.
Ela acrescenta que a pessoa deve prestar atenção quando esses sintomas ocorrem repetidamente, pois podem ser indícios de crises convulsivas. Nesse caso, é essencial procurar atendimento médico especializado para um diagnóstico.
Existem alguns gatilhos para a recorrência de crises: uso de álcool, dormir mal, a falta de sono, a desidratação e a alimentação.
Qual é o tratamento para epilepsia?
É importante ressaltar que a epilepsia tem tratamento. Quem já tem crises convulsivas e foi diagnosticado clinicamente precisa passar por acompanhamento médico regular, para verificar gatilhos, se existe a necessidade de troca de medicamentos ou associar com outro.
O tratamento é feito com remédios para evitar descargas elétricas cerebrais anormais, que causam as crises epiléticas. Em algumas situações, quando os medicamentos não controlam as crises frequentes, a pessoa pode passar por cirurgia para a remoção da área onde as crises são originadas.
O que fazer ao presenciar uma crise epiléptica?
Algumas crises epilépticas não são previsíveis e as pessoas precisam de ajuda para não se machucarem durante as convulsões. Abaixo listamos alguns cuidados que você deve ter ao presenciar uma crise:
- Mantenha a calma e tranquilize as pessoas ao redor;
- Evite que a pessoa caia bruscamente no chão;
- Tente colocar a pessoa deitada de costas, em lugar confortável e seguro;
- Proteja a cabeça com algo macio;
- Deixe a cabeça voltada para o lado, para evitar que ela se sufoque com a própria saliva;
- Nunca segure a pessoa e impeça seus movimentos;
- Retire objetos próximos que possam machucá-la;
- Se a crise durar mais de 5 minutos, procure ajuda médica.
Afinal, quem tem convulsão tem epilepsia?
Não, quem tem convulsão, não necessariamente tem epilepsia. Conforme citamos mais acima, a epilepsia é uma doença crônica, que pode ter como sintoma a convulsão. Enquanto isso, a convulsão é um sintoma, que pode ser causado pela epilepsia ou por outros fatores, como febre alta, infecções ou distúrbios metabólicos, por exemplo.
Agora que ficou clara a diferença entre convulsão e epilepsia, se você ou alguém que você conhece já sentiu algum desses sintomas ou passou por crises convulsivas, não hesite em procurar por ajuda médica. Um especialista ajuda no diagnóstico correto e no encaminhamento para um tratamento adequado.
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Dra. Heloísa Martins Guimarães
Pós-graduada em Neurologia
CRM – 223-224